Internet e motores de busca são quase sinônimos.
Segundo os especialistas, as ferramentas das próximas gerações
serão capazes de “raciocinar” e “entender” aquilo que está
sendo buscado, oferecendo respostas contextualizadas e com maior
precisão e qualidade. As ferramentas de busca nasceram praticamente
junto com a interface www da internet. Na primeira geração,
tivemos os diretórios (Yahoo!
e similares). Logo em seguida, vieram os robôs (spiders) e as
tecnologias automatizadas (Altavista). A terceira geração
veio com os metabuscadores (Miner’s). Logo em seguida, veio mais
refinamento na organização dos resultados (All The Web). O Google, reunindo sofisticação e muita
abrangência, trouxe o Page Rank para a web, e marca a quinta geração.
Juntar vários tipos de arquivos diferentes em uma mesma busca
(textos e imagens, por exemplo) é o foco da sexta geração (A9),
que está se desenvolvendo. A sétima geração é marcada pela
qualidade na seleção das informações, por meio das análises
inteligentes de conteúdo.
As
diferenças são baseadas no tempo, no nível de tecnologia e nas
funcionalidades, basicamente. Existem outras classificações, essa
é uma sugestão. Os diretórios tinham (e têm) muita informação
inserida de forma manual, e estão estruturados em classificações
de sites, por temas, onde se pode encontrar a informação
“buscando” ou “navegando”. Isso passou a ser feito,
posteriormente, de modo automatizado, com robôs digitais visitando
as páginas e fazendo as categorizações. Quando alguém pensou em
juntar, em um único resultado, as informações de vários motores
de busca, vieram os metabuscadores. É quase lógico querer mais, e
o foco passou a ser a melhor seleção das informações, quando o
AllTheWeb foi a novidade, fazendo exatamente isso. Na seqüência,
veio o Google, com um rankeamento de importância das páginas, onde
uma pagina muito “votada” (apontada por links ou pointers) é
mais importante que as demais, além de utilizar também outras
tecnologias.
Um buscador tradicional
usa, basicamente, tecnologia. Mais e melhores tecnologias geram
melhores resultados. O Google, por exemplo, tem uma grande estrutura
de computadores de alta performance (algo em torno de 150.000 máquinas
ou mais), que respondem às buscas. Os ontobuscadores têm uma
proposta inovadora, que mescla altas tecnologias inteligentes com
antigos e milenares conhecimentos e práticas da filosofia,
materializados na Engenharia de Ontologias, onde se vai à essência
dos conceitos e objetos. Por exemplo, um conceito pode ser igual a
outro, ou pode ser similar, ou pode ser simplesmente conexo ou
relacionado. Um objeto pode “ser parte” de algo, ou, dentro da
sua estrutura, pode ter “diferentes partes” no seu todo. Uma
porta automotiva, por exemplo, faz parte de um carro, mas também
tem suas próprias partes, e também pode ter similaridades com a
porta de uma casa. A inovação dos ontobuscadores é transformar
isso em um coeficiente de hierarquização de documentos, de forma a
que, quando procuro por “chave”, por exemplo, alguns desses
conceitos do objeto “porta” podem ter relevância (fechadura), e
outros não (vidro, forração). Não se chega a um resultado
satisfatório, nesse campo, somente com tecnologia, é necessário
um outro tipo de desenvolvimento, onde se “programa” diretamente
o conhecimento, organizando-o adequadamente. Isso é uma das formas
de aplicação da Engenharia de Ontologias.
O Google é o buscador mais utilizado do mundo
pela mesma razão que Windows domina o mercado de sistemas
operacionais e o formato VHS dominou o mercado de vídeos caseiros,
e, no caso do Brasil, o Fusca foi um campeão de vendas: ele é fácil
de usar e acessar, mostra rápido suas qualidades e tem pouca
complexidade (de uso) no modelo básico. Outros buscadores são mais
complexos, com mais estrutura conceitual e contém mais variações.
Mas quem consegue reunir mais qualidades genéricas em um único
clique, atualmente, é o Google, não há duvida. Porém, sabemos
que todos os exemplos citados possuem defeitos crônicos, o que não
os impediu de serem lideres de mercado. A evolução do Google é
fantástica, e eles fizeram algo muito significativo pela cultura
digital, e isso deve ser reconhecido. Mas o usuário da informação
digital quer sempre mais e melhores informações. Mais consistentes
e mais fiéis. Melhor organizadas e melhor selecionadas. Na mesma
linha de comparativo, o VHS e o Fusca ainda têm espaço no mercado,
mas já não lideram seus segmentos. No âmbito das ferramentas de
busca, isso já aconteceu antes, com as outras gerações, e vai
acontecer de novo. E o futuro aponta para as ontologias.
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