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[ Experiência Docente ] - Presencial

Disciplina de Impacto Social da Tecnologia da Informação

Esta disciplina foi oferecida no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEP-UFSC) no período de 22/09/2000 a 15/12/2000.

Ementa:

Análise do impacto social da tecnologia da informação sobre os novos rumos da sociedade, sobre três enfoques:

1) Leitura e discussão em forma de seminários de livros representativos destes novos aspectos da sociedade tecnológica;
2) Cinesofia -observação e análise filmes relacionados com os temas;
3) Aspectos práticos:
     a - simulação de uma aplicação na bolsa de valores on line;
     b - Utilização da criptografia entre alunos e professores para a troca de informações;
     c - Análise do processo de constituição dos e-books.

Corpo Docente:

Professor: Ricardo Miranda Barcia
Colaboradores: Hugo Cesar Hoeschl - Tania Cristina D´Agostini Bueno

Biblioteca:

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Análise da Informação em Sistemas Protocolares - Eleonora Milano
Resolução de Problemas em IA
Assistente de Uso de PGP
Avaliação dos Sites dos Tribunais Brasileiros na Web - 1999
 

Referências Bibliográficas:


Livros Indicados -
Impacto Social da Tecnologia da Informação 3. sem/2000

 

Título Autor Editora resumo
1 A instituição Imaginária da sociedade Cornelius Cartoriadis

Paz e Terra S/A:
São Paulo, SP

A vida social na complexidade de suas instituições, do seu intrincado tecido de relações, com a materialidade das suas técnicas e práticas variadas, suas múltiplas formas culturais, etc... tudo isto resultaria de uma fantasia arbitrária? O que é essencialmente a sociedade? Autêntico produto da sólida reflexão de um dos pensadores atuais melhor instrumentados, Castoriadis propõe o despertar de um sonho dogmático, o da ontologia " identitária", ao privilegiar a imaginação e o imaginário. Toda a primeira parte do livro é, com efeito, um balanço crítico minucioso e muitas vezes impiedoso do marxismo. Entretanto, Castoriadis é atual quando faz a reflexão sobre o imaginário no mundo moderno, sobre o indivíduo e a coisa.

trecho do livro (pag. 316): " ... O inconsciente, escrevia Freud, ignora o tempo e ignora a contradição. De certo modo, não soubemos bem como utilizar esse pensamento vertiginoso, ampliado e tornado ainda mais insistente ao longo da obra de Freud - isso quando não o fizemos dizer o contrário daquilo que diz, transformando o psiquismo numa maquinaria real ou reduzindo-o a uma estrutura lógica. O inconsciente constitui um "lugar" onde o tempo (identitário) - como determinado por e determinando um sucessão ordenada - não existe, onde os contraditórios não se excluem mutuamente, mas precisamente, onde não se pode cogitar de contraditórios, e que não é verdadeiramente um lugar, já que o lugar implica a ordem e a distinção. Do material essencial do inconsciente, a representação , nada podemos dizer se nos matermos dentro de nossa lógica usual. Já estamos violentando a coisa quando, a propósito do inconsciente (e mesmo do consciente) falamos de representação separando-a do afeto e da intenção inconscientes, o que impossível de direito e de fato."

 

2 As tecnologias da Inteligência Pierre Lévy Editora 34 Ltda: São Paulo,SP

Lévy propõe o fim da pretensa oposição entre o homem e a máquina. Ataca também o mito da "técnica neutra", nem boa, nem má. Mostra como ela está sempre associada a um contexto social mais amplo, em parte determinando este contexto mas também sendo determinada por ele.

trecho do livro (pág. 70): "...A escrita em geral, os diversos sistemas de representação e notação inventados pelo homem ao longo dos século têm por função semiotizar, reduzir a uns poucos símbolos ou a alguns poucos traços os grandes novelos confusos de linguagem, sensação e memória que formam-se com imagens em demasia, ligam-se por um número excessivo de fios ao inextricável emaranhado das vivências ou à indizível qualidade do instante: não nos é possível ordená-las, compará-las, dominá-las. Uma vez que as entidades singulares e móveis do concreto tenham sido descoloridas e aplainadas, quando a lava espessa do futuro tiver sido projetada sobre os poucos estados possíveis de um sistema simples e maneável, então nossa consciência míope e débil, em vez de perder-se nas coisas, poderá finalmente dominar, mas apenas através destas sombras minúsculas que são os signos.

3 A vida Digital Nicholas Negroponte

Companhia das Letras: São Paulo, SP

Negroponte antecipa aqui, com extraordinária clarividência, os próximos estágios da vida digital, quando os meios de comunicação de massa evoluirão até se tornarem um canal personalizado, com a informação circulando nos dois sentidos, e capaz de, por exemplo, proporcionar a cada indivíduo, em sua própria casa, um jornal editado com a seleção dos artigos de seu especial interesse. Desde McLuhan, nenhum outro autor iluminava de forma tão abrangente o impacto da tecnologia sobre o nosso cotidiano.

trecho do livro (pág. 144): "... A verdadeira personalização é tarefa nossa. Não se trata apenas de, um dia, ter preferido calabresa a champignon. A era da pós-informação tem a ver com o conhecimento paulatino: máquinas entendendo indivíduos com o mesmo grau de sutileza (ou mais até) que esperamos de outros seres humanos, incluindo-se aí as idiossincrasias (como usar sempre uma camisa com listras azuis) e os acontecimentos aleatórios, os bons e os maus, da história ainda em curso de nossas vidas. Dou alguns exemplos. Informada pelo agente da aloja de bebidas, a máquina poderia chamar sua atenção para uma oferta de determinado Chardonnay ou certa marca de cerveja que, ela sabe, os convidados para o jantar de amanhã à noite gostaram muito da última vez. Ela poderia lembrá-lo de deixar o carro em alguma loja de pneus nas proximidades do lugar pra onde você está indo, pois o carro avisou-a que precisa de pneus novos. E a máquina poderia também recortar para você uma matéria sobre um novo restaurante, pois ele fica na cidade para onde você vai viajar daqui a dez dias e, no passado, você parece já ter conconrdado com as opiniões do autor da matéria. Tudo isso baseia-se num modelo da sua pessoa como indivíduo, e não como membro de um grupo de compradores em potencial de certa marca de saboneto ou pasta de dente."

 

4 Clientes.com Patricia B. Seybold Makron Books: São Paulo,SP

Patrica Seybold desvenda o mundo do comércio eletrônico através do estudo de casos de 16 empresas que passaram os últimos 2 anos investindo em iniciativas que permitirão aos clientes fazer negócios com elas eletronicamente - com rapidez, facilidade e economia. A obra apresenta idéias de como as melhores empresas (Fortune 500) criaram inciativas de e-commerce que as colocam muito à frente de seus concorrentes. Mais que fornecer a fórmula vencedora para obter lucro na economia digital, este livro revela uma nova tendência que está mudando a forma do comércio no mundo inteiro.

trecho do livro (pág. 21): " Há uma profunda revolução em movimento, em conseqüência das tecnologias de transações eletrônicas. Toda organização, pequena ou grande, agora dispõe dos recursos necessários para interagir diretamente com seus clientes finais. Toda empresa, qualquer que seja seu grau de descentralização, agora tem a possibilidade de consolidar as informações sobre seus clientes e obter um quadro mauito mais fiel de quem são seus clientes, que produtos e serviços eles compram e como gostam de ser atendidos. Todas empresa, qualquer que seja o grau de dependência dos canais de venda indireta, agora tem a oportunidade de começar a vincular esses canais eletronicamente com os clientes finais e participar do diálogo entre eles."

5 Especulador Eletrônico Marc Friedfertig/George West Makron Books: São Paulo, SP

As novas tecnologias trazem uma nova dinâmica para os mercados. Investidores de pequeno porte passam a exercer um papel de importância crescente. A disponibilidade informações de preços, quase que instantaneamente conjugada com a emissão de ordens de compra e venda com velocidades eletrônicas, permite ao investidor comum desenvolver estratégias de investimento que só eram acessíveis aos investidores institucionais. Estas novas tecnologias trazem também o benefício da redução dos custos transacionais reduzindo as barreiras de entrada dos investidores individuais na verdadeira arena de mercado. Este livro, além de ser um manual eficiente para investidores operarem de forma competente no mercado de ações, apresenta mais este novo paradigma provocado pelo impacto de novas tecnologias no dia-a-dia dos negócios do mercado financeiro.

trecho do livro (pág. 115): "Os sistemas de negociação on-line no momento estão experimentando um crescimentos explosivo. Esse fenômeno é o resuldado de avanços tecnológicos que possibilitaram a existência de um serviço de colocação de ordens de seguro, economicamente viável e de acesso direito ao público. Um número crescente de corretoras está oferecendo sistemas de entradas de ordens on-line que competem entre si em preço e serviço. Esses sistemas tornam possível para as pessoas obterem informações apuradas e em tempo real sobre o mercado e execuções rápidas de praticamente qualquer lugar. Como resultado desse serviço, os operadores agora têm acesso à informações e execuções que até há pouco tempo somente eram acessíveis aos profissionais."

 

6

Hackers Expostos
Segredos e Soluções para a segurança de redes

Stuar MacClure, Joel Scambray e George Kurtz Makron Books:São Paulo,SP

A arma mais eficiente empunhada por qualquer atacante- bem intencionado ou não - é a capacidade de encontrar em um sistema falhas que não são evidentes àqueles que o projetaram ou o usam todo dia. Como dito por um especialista em segurança famoso, a melhor maneira de melhorar a segurança de um site é invadi-lo. O objetivo deste livro é falar abertamente sobre as técnicas e ferramentas normalmente usadas pelos atacantes, no interesse de iluminar as brechas que eles exploram e, assim, permitir que elas sejam fechadas em definitivo.

trecho do livro (pág. 234): A decifração (cracking) de senhas é normalmente conhecida como ataque de dicionário automatizado. Embora a adivinhação por força bruta seja considerada um ataque ativo, a decifração de senhas pode ser feita off-line, sendo de natureza passiva. Ela é um ataque local comum, já que um atacante precisa obter acesso ao arquivo /etc/passwd ou ao arquivo de senhas oculto (shadow). É possível obter uma cópia do arquivo de senhas remotamente (por exemplo, via TFTP ou HTTP). No entanto, achamos que a decifração de senhas é mais bem abordada como um ataque local. Ela difere da adivinhação por força bruta proque o atacante não estará tentando acessar um serviço ou su para root a fim de adivinhar uma senha: ele tentará adivinhar a senha de uma dada conta criptografando uma palavra ou texto gerado aleatoriamente e comparando o resultado com o hash de senha criptografado obtido de /etc/passwd ou do arquivo oculto. Se o hash cirptografado corresponde ao hash gerado pelo programa de decifração de senhas, a senha foi decifrada. O processo é puramente algébrico: se você conhece dois de três itens, pode deduzir o terceiro. Conhecemos a palavra de dicionário ou o texto aleatório: iremos chamá-lo de entrada. Também conhecemos o algorítmo de hashing de senhas, nomalmente o DES (Data Encryption Standard - padrão de criptografia de dados). Assim, se fizermos o hash da entrada aplicando o algoritmo adequado e a saída resultante corresponder ao hash da ID de usuário-alvo, conheceremos a senha original.

7 Inteligência Artificial Renato A. Rabuske Editora da UFSC: Florianópolis,SC

Nos últimos anos a inteligência artificial foi a vedete da computação. Até um certo misticismo foi gerado em torno dela. A inteligência artificial é certamente " o passo adiante da computação". Ela influencia tanto software como o hardware. Este livro da umavisão geral sobre importantes temas como: métodos heurísticos para solução de problemas, represenatção do conehcimento, linguagem natrual, aquisição do conhecimento, lógicas e ferramentas da inteligência artificial e raciocínio artificial.

trecho do livro (pág. 52): "...A representação do conhecimento é uma das áreas mais ativas da IA envolvendo os maiores desafios. Como já foi visto, os cientistas ainda não chegaram a um acordo sobre conhecimento e inteligência, razão pela qual os pesquisadores de IA enfocaram mais o aspecto pragmático, implementando os seus programas no sentido de que prioritariamente demonstrassem serem inteligentes. Mas isto também não é simples, não sendo possível efetuar, passando ao largo de abordagens e especulações teóricas. A computação tem, no entanto, problemas bem mais sérios do que o humano, em razão do computador não ser um cérebro, nem ter a fisiologia apropriada para lidar com as complexas estruturas a serem manipuladas. Não se conhecendo exatamente como o cérebro humano trabalha, e também, dispondo-se somente de máquinas que essencialmente foram projetadas para lidar com número, é necessário, antes de tudo, pensar como o conhecimento é estruturado e como podemos guardá-lo e manipulá-lo no computador.

8 Neuromancer Willian Gibson Editora Aleph: São Paulo, SP

Imagine descobrir um continente tão vasto que suas dimensões não tenha fim. Imagine um mundo onde os transgressores não deixam pegadas; onde as coisas podem ser furtadas um número infinito de vezes e ainda assim ficarem de posse dos seus donos originais; onde coisas de que você nunca ouviu falar possuam a história de seus assuntos pessoais; onde a física é aquela do pensamento que transcendo o mundo material; e, onde cada um é auma realidade tão verdadeira como as sombras da caverna de Platão. Tal lugar realmente existe, se lugar for uma palavra apropriada. ele é formado por estados de elétrons, microondas, campos magnéticos, pulso de luz e pensamento próprio - uma onde na rede dos nossos processamentos eletrônicos e sistemas de comunicação. Costumava-se chamá-lo de " Esfera de dados" até que surgiu, em 1984, o livro Neuromancer, de William Gibson, que lhe deu o nome evocativo de " Ciberespaço" . Com Neuromancer, William Gibson fez um achado ao incorporar os signos da cultura pop neste universo desencantado. Tribos com sua moda, música e linguagem próprias, personagens com um pé na marginalidade, muito couro preto e óculos espelhados, povoam o romance com naturalidade.

trecho do livro (pág. 56): “...No monitor Sony uma guerra do espaço, bidimensional, desaparecida atrás de uma floresta de fetos gerados matematicamente, demonstrando as possibilidades espaciais das espirais logarítmicas; metragem militar azul-frio ardida; animais de laboratório ligados por fios a sistemas de ensaios; elmos alimentando circuitos de controle de incêndio de tanques e aviões de combate. - O ciberespaço. Uma alucinação consensual, vivida diariamente por bilhões de operadores legítimos, em todas as nações, por crianças a quem estão ensinando conceitos matemáticos... Uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os computadores do sistema humano. Uma complexidade impensável. Linhas de luz alinhadas que abrangem o universo não-espaço da mente; nebulosas e constelações infindáveis de dados. Como luzes de cidade, retrocedendo...”

9 Marketing de Permissão Seth Godin Editora Campus em breve
10 Realidade Virtual e a Exploração do Espaço Cibernético Francis Hamit Berkeley Brasil Editora:Rio de Janeiro, RJ em breve

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