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30/11/2009
Pesquisadores de tecnologia concluem que a ONU não está cumprindo o seu papel.


Impacto na Mídia
    


Um grupo de pesquisadores da universidade Federal de Santa Catarina e do Instituto i3G realizou uma investigação científica sobre a legitimidade internacional da ONU.

Durante três meses, foram utilizadas ferramentas sociais da web 2.0 para debater a questão e realizar uma votação em formato digital, via celular/SMS.

O grupo organizou documentos em inglês, francês, espanhol e alemão, e a experiência contabilizou contribuições de nove países (Inglaterra, Holanda, Egito, Itália, Quênia, Polônia, Chile, Argentina, Dinamarca, e Espanha).

Foram realizadas discussões através de blogs, e um inédito debate eleitoral no Second Life.

Os pesquisadores exploraram a liberdade de criação na web 2.0 para realizar a plotagem de vídeos e fotos georreferenciados no Flickr, Panoramio, Youtube.

No âmbito da organização semântica dos conteúdos (a futura web 3.0) foram utilizadas técnicas de organização de tags e geotags para estruturar as galerias de fotos.

Tendo em vista as evoluções esperadas para a futura web 4.0 (tridimensional) o grupo também realizou a construção de ambientes 3D sobre o mapa do Google Earth, com uma maquete tridimensional do local físico onde os debates eram realizados.

Vários documentos foram colocados a disposição de todos através da organização de bibliotecas digitais (SlideShare, Scribd e Delicious), e aqueles que desejaram fazer declaração de voto puderam assinar um manifesto on line (iPetitions).

Nos últimos quinze dias do processo foi realizada uma inédita votação digital internacional via celulares/SMS, nas mesmas dimensões de uma seção eleitoral tradicional, com a realização da apuração também através de celulares.

O resultado final da votação (instantâneo) diz que a ONU não está cumprindo o seu papel, por um total de 53,097% dos votos recebidos.

As principais conclusões do grupo afirmam que: 1) uma seção eleitoral funciona perfeitamente através de votação e apuração por celulares; 2) podem ser realizadas votações entre países com relativa tranqüilidade tecnológica; 3) usando-se a técnica de IBB?s (urnas múltiplas idênticas), mesclada com criptografia, o processo de votação digital é mais seguro do que os métodos atualmente em uso.

Ao final, os pesquisadores classificam a experiencia como exitosa, e deixam uma questão para reflexão: Alguns setores da comunidade científica internacional estão afirmando que a Rússia vai realizar a primeira eleição com celulares. Será que o Brasil, que já tem tudo pronto aqui e é vanguarda mundial no assunto, vai perder essa liderança?

Para saber mais sobre a experiência da Eleição Direta Digital Internacional:
» http://www.siweb20.blogspot.com
» http://delicious.com/siweb2.0
» http://delicious.com/web2br

Baixe aqui o relatório final da Eleição Direta Digital Internacional, ou leia a versão online disponível no Scribd < http://www.scribd.com/doc/23379755/Relato-Final >


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