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O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) estuda adotar um software produzido por uma Equipe da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), de Florianópolis, para recuperar arquivos e documentos em bancos de dados e na internet. O sistema, chamado Olimpo, é semelhante às ferramentas de pesquisa utilizadas em sites como Yahoo! e o Altavista. Mas tem a vantagem de, por meio da aplicação de inteligência artificial, acelerar a pesquisa. Em resumo, é como se o programa soubesse do que o usuário está falando quando deseja procurar alguma coisa.
A inteligência do Olimpo permite que o sistema reconheça sinônimos e termos relacionados. Ao contrário dos demais programas, no qual obtém-se bom resultado - embora amplo - com uma ou duas palavras-chave, o software brasileiro pode fazer uma busca mais eficaz com um resumo do documento procurado, ou mesmo a partir de uma matéria de jornal sobre o tema.
Segundo Hugo Hoeschl, membro e coordenador jurídico do grupo de pesquisa, os pesquisadores querem criar uma empresa que possa explorar o produto. Hoje eles estão reunidos no grupo de trabalho, Inteligência Jurídica (Ijuris), ligado ao Departamento de Engenharia de Produção da UFSC. Segundo Hoeschl, a expectativa de valor de mercado que o Olimpo pode atingir o Brasil é de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões. “Uma empresa de capital de risco falou-nos de um potencial de até R$ 1 bilhão, mas nem conseguimos conceber essa cifra”, diz.
A intenção do grupo de pesquisa, afirma Hoeschl, é criar uma empresa que possa atuar no mercado, manter o desenvolvimento do produto e permitir que os futuros proprietários possam se dedicar integralmente ao Olimpo. Hoeschl, por exemplo, divide o trabalho acadêmico com o cargo de procurador da Fazenda em Santa Catarina. para garantir os direitos sobre a pesquisa e o desenvolvimento do projeto, o Olimpo já foi registrado em nome da equipe no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).
O Olimpo resultou de um projeto de desenvolvimento de software dirigido para o Poder Judiciário para facilitar a busca de acórdãos, decisões, pareceres e legislação, no emaranhado de dados da Justiça brasileira. No meio do caminho, a ONU ficou sabendo e se interessou. A negociação está sendo intermediada pelo professor Tarcísio Della Senta, que até o ano passado, era reitor do Instituto de Estudos Avançados das Nações Unidas em Tóquio.
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